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BRASIL, Nordeste, FORTALEZA, MUCURIPE, Homem, de 26 a 35 anos, Portuguese, English, Sexo, Livros, mais sexo! MSN -
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Onde esse mundo vai parar?!
Agora é sério, gente!
Que história é essa desse governador americano biba?! Caruda, ela vai pra frente das câmeras dizer que teve "relações consensuais com outro homem" - traduzindo: a mona deu uns pegas num bofe! - na frente da mapoa com quem ela é casada... ou seja, ela faz a linha sou viado sim! Muito bem! Aplausos! Ela saiu da caixa! Seria uma exemplo, se ela não fosse maluca e ao mesmo tempo fazer a linha "me crucifiquem". Ela diz que foi um erro "vergonhoso" se envolver com outro homem. Diz ainda que lutou para ser parte da "família tradicional americana"... hello!? Viado não tem família, é isso?! Ou melhor, somos uma aberração recente, nova, nada tradicionais... pois é só assim que eu consigo entender isso! Ou será que não há viados na tradicional sociedade americana desde seu início?!
Fiquei louca com isso! Ela ainda agradece o fato de viver “na nação com a maior tradição de liberdade civil do mundo”... que porra é essa?! O bofe dela deve ter dado uma pirocada no cérebro dela! Ela está abrindo mão de sua vida profissional por que a nação com maior tradição de liberdade e as famílias mais tradicionais do mundo não toleram gays! KISS MY ASS, McGreevey! Hipocrisia é pouco!
Já tô louca e ainda vem a Rosinha e Conde com projeto de fazer elevador no morro Santa Marta! PQP! Quem elegeu essa desgraçada!?
Onde esse mundo vai parar!
SS
Escrito por Roger às 19h16
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Sapato social...
Depois que comecei minha era fitness , sempre que estou em Rivière de Les Huîtres, balneário dormitório próximo a Mordor, acordo às 5h 30, coloco uma roupitcha no estilo shorts e camiseta, tênis e meias soquete e vou ruiva e radiante caminhar na praia. Logo, tenho de fazer minha mala preocupada com o figurino que irei desfilar durante meu close matinal na orla de Turtles’ Beach.
Bem, considerando minhas constantes viagens a Mordor, já tô craque em aprontar malas (hummm... delícia !). Rola toda uma matemática básica I: 2 dias em Mordor = 3 camisas + 3 pares de meias sociais + 1 de meias de algodão + 1 calça + 1 par de sapatos + 1 de tênis + 3 cuecas + 2 camisetas; minha nécessaire e o walkman básico.
Mas domingo passado, ainda seqüelada da noite de sábado – ai, ai, Senhor! Que noite – lesada de sono, ajeitei as coisas e fui dormir. Tava com aquela sensação de que estava esquecendo alguma coisa, mas depois de tentar checar mentalmente o que tinha na mala e não conseguir, acreditei que tava tudo lá, desencanei e fui dormir .
E lá vamos nós na segunda: trabalho em Mordor em meio aos Orcs; já à noite volto pra Rivière de Les Huîtres; durmo, e às 5 e 30 da terça o despertador toca. Levanto num pulo; visto os shorts, camiseta, casaco, meias e tênis... tênis?! Que tênis?! PQP! Esqueci o tênis... “PSIU! Uh, uh! Volta aqui, vai...”, essa era a cama me chamando! Mas fui forte! Ignorei seus apelos, meti (ui!) no pé (ahhh...) o sapato que eu ia pro trabalho, respirei fundo e ganhei a rua.
Gente, o ridículo tem limite ! O que era eu de short, meia soquete abóbora (!) e sapato social marrom?! Destoante é pouco! Toda gongada! O povo me olhava meio estranho na praia... num primeiro momento fiquei meio sem jeito . Mas depois fiz um carão do tipo “ta olhando o que, meu amor?! É a última moda na Grécia! O Comitê Olímpico todo só anda assim, tá?! ” e fiz minha caminhada. No final já estava achando engraçado e até pensei em adotar o estilo, mas nada como um bom banho pra limpar esses pensamentos impuros!
Sempre lembrando: ser diferente é normal! 
Chups,
Roger
Escrito por Roger às 23h51
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SHOW DA ABELHA RAINHA!
Liiiiiiiiiiiiinda! 
Bethânia volta ao Canecão no final de agosto pra lançar o DVD do Brasileirinho! Vejam a programação: http://www.canecao.com.br/Programacao/Programacao.htm
Tudo de bom! Lógico que eu estarei lá!

ELA É TUDO! 
Escrito por Roger às 22h17
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Microônibus - Supervan
Microônibus
Se andar num ônibus convencional não é nada agradável para um ser de 1,98m, imagine andar de microônibus?!
Sinceramente eu desejo que o desgraçado ou desgraçada da SMTU que teve a brilhante idéia de liberar essas vans metidas a ônibus a circularem nas ruas tenha uma morte lenta e dolorosa... coisa do tipo febre reumática! PQP!
Saio eu da academia por volta das 7h da manhã. Da academia até minha casa eu faço nuns 15 minutos andando. Se eu pegar um ônibus, uns 5 minutos! E foi o que decidi fazer naquela manhã. Pensei: vou pegar o primeiro que vier! (E tenho a vaga lembrança de ter ouvido a frase “ah, é?! Vamos ver!” e uma gargalhada vinda do céu...)
Paro no ponto de ônibus. 1543 adolescentes e pré-adolescentes com aquela camisa horrorosa com uma listra abóbora tb estão lá! (Quem escolheu aquela cor pra prefeitura!? Ou melhor, por que alguém escolhe uma cor daquela?! Pra combinar com a Comlurb!? Só pode ser... tudo bem que nossa educação tá um lixo, mas mau gosto tem limite!) 
O primeiro ônibus que vem é um microônibus. Metade dos 1543 seres repugnantes que estavam no ponto se dirige para a porta da frente da van superdesenvolvida; a outra metade corre para a porta de trás... e nem assim eu me intimido! Entro naquele cubículo... e espero horas até que cada criatura daquela aproxime seu “Riocard” da maldita maquineta e que o cobrador faça o mesmo com o seu cartão até que a luzinha verde acenda longos segundos depois... 
E lá estou eu dento do super van com minha nuca colada no teto. Felizmente 5 minutos depois eu deixo aquela casinha de cachorro sobre rodas arrastando meia dúzia de adolescentes no caminho... isso foi de manhã. O dia apenas começava. “Não vou me deixar abater por isso”, pensei.
A rotina do trampo levou o dia, e mais uma vez lá estou para pegar um coletivo de volta pra casa. Presidente Vargas: as opções para se chegar a São Cricas são enormes... mas um ser inteligente, perspicaz, “normal” e com o histórico que tenho escolheria um ônibus convencional?! Não... claro que não!
Pára um microônibus. Eu vejo dois lugares vagos. Apenas uma mapoa entrou no ônibus... a louca aqui corre e se atira no microônibus... foi quando percebi que esse era ainda pior do que o da manhã! Esse só tinha uma porta... me deu uma sensação claustrofóbica! Mas como já tava na merda mesmo, fui... a buceta se senta e eu me dirijo para o outro lugar “vago”... vaga ilusão foi a minha! Isso sim! O banco não estava vazio! Dois erês dividiam o banco. E assim fico eu em pé, cabeça no teto, toda torta, com as pessoas me olhando com a aquela cara de “nossa, ele não viu que ele não cabia aqui?!”... ou ainda “tadinho, não deve ser legal viver assim...”... pra completar os erês, dois dundinhas, estavam podres! Eles peidavam tão mal que era insuportável respirar ali! PQP! Como se já não fosse ridículo viajar como uma girafa numa Kombi, ter que agüentar erê com edi de gambá! O fim! O ó!
Mas eu não me entrego fácil! Tava toda gongada sim – toda apertada, as coisas caindo, a bolsa pesada, rezando por uma máscara antigases – mas fiz a fina: olhar modelo-da-Guess perdido no horizonte, a boca num beicinho sensual Brigite Bardot e aquele ar de “minha coluna ta torta mas eu to confortável!”. E foi assim que fui até em casa.
Errar é humano. Persistir no erro uma vez ou outra é normal!
Hunf!
Roger
Escrito por Roger às 22h00
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Dia dos pais...
Lembrando que o sábado terminou num clima romântico, comecei o domingo, dia dos pais, com dois pés direitos!
Liiiiiinda, fiz o menino antes de dormir e a menina de manhã cedinho! A gente acorda, beijinhos pra lá, carinhos pra cá e uma gosma gelada na cama ... oh, oh! Começa uma especulação sobre o que seria aquele ectoplasma:
– Deve ser goza... – Não... vc não gozou na cama.
Vale ressaltar que, naquela altura do campeonato, o cheiro não ajudaria em nada na identificação uma vez que tudo teria passado pelos mesmo “caminhos” até chegar ao lençol! 
– Então é KY! – Será?!
Gelei ... (explico daqui a pouco!)
Num instante me veio à cabeça a cena da noite anterior: eu com a tampinha de KY na mão, procurando a bisnaga, olho aqui, ali, a brincadeira esquentando, a maldita tampinha me atrapalhando - cadê bisnaga do KY!? - e a brincadeira esquentando mais... vupt! Lá se vai a tampinha e foda-se a bisnaga! Vai, vai, vai, vem, vem, vem. TUM! Foi! Pronto, lá vem aquela indolência que toma conta do corpo, aquela cara de bobo, aquele sorriso frouxo... mas eu ainda faço a linha “por o baby-doll e escovar o cabelo” antes de cair no sono, mas o Bonitão desaba sem nem piscar feito o WTC em 11 de setembro (só um aparte: torres gêmeas é meu cu!). E ninguém nem quer saber de KY numa hora daquelas, quer?! Dormimos lindas e loiras...
A gente acorda, beijinhos pra lá, carinhos pra cá e (aqui a gente volta ao ponto lá em cima) se vê nessa cena tão romântica: os dois agora ali, pelados, em meio a uma poça de KY gelado... mas não foi por isso que gelei. E agora explico o porquê subiu aquele jato de CO2 líquido pela espinha : se dormimos sobre o KY aberto, isso significa que ele se espalhou todo pela cama; se ele se espalhou TODO pela cama, não tem mais nada no tubinho! Oh, oh... e pelo andar da carruagem eu ia querer muito que isso não fosse verdade! E como eu quis! Procurei louca pela bisnaga de KY! Cheguei a segurá-la trêmula quando a encontrei . Agarrei o tubo (hummm...) com as duas mãos e o aproximei do rosto – ao fundo uma música de suspense –, a penumbra prejudicava minha visão, mas podia sentir a bisnaga vazia, ainda melada... espremi a bisnaga ainda tenso... “por favor, fazei com que tenha sobrado alguma coisa! Por favor!”... nada! Olhei para o alto, uma lágrima escorreu pelo meu rosto tenso, “NÃO!” Espremi mais um pouco - igual a pobre tirando o último resquício de pasta de dente daquele tubo que pede clemência cada vez que a luz do banheiro acende, mas ele ainda ouve “ih, ainda dá! Ainda tem um pouquinho!” - e pro meu alívio tinha! Ufa! E lá fomos nós... imagina fazer a menina a seco?! E as coisas acontecem e infelizmente Cássia Eller baixa lá: “... eu ando nas ruas, eu troco um cheque...”. Serviço de compensação bancária total, meu amor! Só no cheque! Mas sem constrangimento! Isso é normal! Estranho seria se saísse marshmallow!
Bainho juntinho e um desjejum simples pra terminar, simples mas inesquecível! Ai, ai... tudo de bom!
À tarde fui ao Espaço Fama, onde a Buceta e as famílias marcaram para comemorar o dia dos pais. Já que eu não tenho pai... BUAAAAAAAAAA! E como eu tava largada mesmo e depois de muita insistência da Buceta, fui pra lá...
Ta, quando liguei para saber como ia ser, a Buceta me disse que estaria indo pra lá em meia hora... ok, uma hora e meia depois eu deixo minha casa e vou pra lá. Vc estava lá?! Não, nem ela! Simplesmente eu fui o primeiro a chegar numa comemoração do dia dos pais na casa da mãe do noivo de uma amiga, traduzindo: o que eu estava fazendo lá?! Mas nada, o povo de lá é tudo de bom tb e eu me sinto super em casa (a entrona, espalhada! )
Comida a rodo! E o povo se empanturrando de nhoque com molho branco, bolonhesa, ao sugo, farofa, frango e salada! Sobremesas divinas: pudim, pavê, mousse, torta... tudo ao mesmo tempo agora! Destaque para a mulher-macaco que manteve sua dieta! Aê! (claro que ela contou com uma ajuda da minha auditoria, mas mesmo assim está de parabéns !)
Finalizamos o dia com a homenagem da Buceta aos pais... lindinho... teve até foto do meu pai! A equezeira esteve na minha casa, mancomunada com minha mãe, minha própria genitora, para pegar fotos minhas com Dad! Nossa, foi muito legal... chorei horrores ... ai, ai... (valeu mesmo, Gata! Adorei!)
Se a semana for 1/10 do que foi esse fim de semana, to no lucro!
Chupão,
Roger
Escrito por Roger às 00h06
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English class, Força X e Ana Carolina...
O povo fala, o povo fala mesmo! 
Sábado começou com minha primeira aula deste semestre no TTC. Foi quando cheguei à conclusão que sou um ser insuportável! Chego à sala de aula e me deparo com 4 “pessoinhas” e o professor, que faz a linha meia idade, estatura média, classe média – média e mediocridade têm a mesma raiz etimológica! Mas como é a primeira aula, vou dar um desconto! 
O resto da turma: uma mapoa mavula que trabalha na secretaria. Faz a linha humilde ; uma biba mavula que falava como se estivesse com cãibra do pescoço para baixo num sotaque britânico irritante ; uma tiazinha de muletas que não era nem bege, era cinza ; e uma outra biba meio mavula com um quê oriental trajando camisa de botão listrada, bermuda cargo e sapatilhas de futsal cor-de-vinho e que pelo pouco que vi, percebi que é o protótipo perfeito da pessoa boazinha ! Oh, Lord! Detesto gente pouco prática! E pelo visto essas aulas serão assim, uma viagem total, blábláblá, trololó... it won’t work on Saturday mornings! Oh, no! Passei a aula toda com cara de “tá e daí?”, ou melhor, de “So?!”... já viram como vai ser, né?!
Malhação à tarde na Força X, que já está com seu site bombando no ar: www.academiaforcax.com.br! Já rola bate-papo de pegação gay e tudo! Liiiiiiiiiinda! 
À noite, fomos ao show da Ana Carolina. Gravação do DVD dela. Fomos eu e Bonitão e mais 32.000.000 de pessoas! Vcs não estão entendendo, tinha mais sapa e viado do que gente naquele lugar! Acabamos encontrando por acaso Bruno, uma amiga da Dé, e logo em seguida a própria, em carne e osso e pinta ! Zoamos muito! Rimos mais ainda! 
O show foi tudo! Ela estava linda; o repertório excelente – quase tudo do disco novo e as mais badaladas dos outros dois álbuns –; cantando muito como sempre; cenário de extremo bom gosto e a platéia cor-de-rosa completando o circo. Muito bom! 
Só o que não agradou muito foram as inúmeras repetições para poder se gravar algumas músicas... uma vez, ok, duas até vai, mas três, quatro!? E depois de horas em pé na fila, em pé no show! Tá louca... e um grito de “Vá se foder, Jerry! Vá chupar uma buceta, desgraçado!” foi tudo que se ouviu quando a Jerry – diretor ou assistente de direção do show, sei lá! – entrou no palco pra dizer que tinha de fazer o Beat da Beata pela quinta vez! Não agüentava mais aquilo! Saímos antes de acabar! 
A noitada terminou em clima romântico! PERFEITO! Abafa! 
Chups,
Roger
Escrito por Roger às 10h52
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Passada...
PQP! Tô puta com o UOL! Além da história de não conseguir acessar de casa, agora rola essa nena no Blog! Não consigo publicar mensagens maiores. O sistema fica dando uma de "virgem", de que não agüenta tudo, que eu tenho que colocar aos poucos, devagarzinho! O ó! Será que não rola um KY cibernético?! 
SS
Escrito por Roger às 10h46
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ABL II
(...continuação) 
Enfim, tudo muitíssimo normal...
Tivemos uma aula de história com a mãe da Dé, como sempre uma lady – ambas, né?! –, que contou um pouco da vida privada da academia, revelou seu passado de lutas e glórias, nos trouxe bebidas e derrubou lindamente uma tiazinha que quis fazer a certinha e veio nos dar coió por estarmos bebendo no salão nobre, onde isso não é permitido... Dé’s mommy, foi caruda, arrasou no equê e subjugou a inimiga!
E ainda, the last but not the least, não posso deixar de destacar a elegância da Buceta – que fez a linha “vou chegar duas horas atrasadas para fazer um charme” (ai, ai, Célia Leão perdoai!) – vestida de Úrsula, a bruxa do mar do desenho da Pequena Sereia! Under the sea, under the sea...
Enfim, a noite foi maravilhosa e nos divertimos muito!
Liiiiiiiiiiiiindas!
Eu
P.S.: Só pra saber mais um pouquinho do novo imortal: Antônio Carlos Secchin nasceu no Rio de Janeiro, em 1952. Poeta, crítico e doutor em Letras, ele é professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Secchin é autor de sete livros, entre eles Poesia e Desordem (1996) e João Cabral: a poesia do menos, que foi vencedor do Concurso Nacional de Ensaios (INL/MEC) e do Prêmio Sílvio Romero (ABL).
Escrito por Roger às 10h44
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ABL I
Petit Trianon
Sexta estive na Academia Brasileira de Letras para a posse de Antônio Carlos Secchin... mas isso é tão trivial, né?! Nem sei se vale a pena contar... (a que faz a fina! Te mete, que eu agora sou celebridade, meu amor!)
Tá bom, confesso que nunca tinha ouvido falar do tiozinho. Mas e daí, já que o povo que tava comigo, fora a Dé, belíssima, que foi quem arrumou os convites, tb não tinha a menor idéia de quem era o tal “imortal”?! Bem, estavam lá enfeitando a noite carioca: Buceta, seu noivo, meu Gato, Lênin – o egum do carnaval, lembram?! – e seu marido, e mais duas mapoas amigas da Dé Bonita que eram completamente loucas! Uma dando pinta horrores com um celular high-tech total top de linha que tirava foto, gravava sons, tocava MP3, DVD, K7, VHS, UHF e batia claras em neve e a outra recém abandonada pelo bofe.
Todas glamorosas! Os bofes em ternos escuros, as bucetas em vestidos trabalhados no brilho. Gala total!
O local: sede da ABL no centro. Petit Trianon, réplica de um palácio francês, todo trabalhado nos lustres de cristal, cortinas de veludo e vasos da melhor porcelana. Aqui e acolá um busto de um imortal que já morreu (?!) enfeitando a parede.
As pessoas: uma galera de 22... da Semana de Arte Moderna de 22! Tias à la Elza Soares, tiozinhos imortais com um pé na cova e de fardão verde com brocado de ouro, alguns modernosos intelectualóide, pintosas discutindo o muco (acreditam nisso?!) e nós, finos suburbanos catando e chochando tudo e a todos. Só faltou o professor Xavier!
Alguns destaques:
- a super pomba-gira: a tia pálida, baixinha e cheinha. Me coloca um vestido preto com uma estampa que parecia umas flores e, das costas, pende uma capa! Sim, uma capa preta, longa! Ah, um arremate final: no cabelo, uma presilha com uma rosa de metal;
- a tia fantasiada de vaso de porcelana chinesa azul: havia lá uns vasos enoooooormes! Assim, coisa de mais de metro de diâmetro, de porcelana azul claro, mesclados. A tia com um vestido na mesma cor sobre um corpo no formato idêntico ao do vaso;
- Literalmente “Como assim, Bial?”: Juliana do Big Brother tb estava lá... como assim, Bial?!
- a tia que inovou com um vestido feito de cortina de puteiro – senhor, quem em sã consciência escolhe uma estampa daquela?! O troço misturava todas as cores quentes – lembram das aulas de artes?! – com preto, e branco, e verde?!
- aquela que fazia homenagem a Chaplin e ao analista de Bagé ao mesmo tempo: chapéu-coco com bombachas cáqui.
- a mavula loira, praticamente Wilza Carla, com um tomara que cai preto com um rasgo que chegava à cintura e calçando maçãs-do-amor, como reparou a Buceta (gordo é uma desgraça! Vê comida até num sapato!): um salto altíssimo, fino em vermelho sangue envernizado! (Tomara que caia e não se levante mais!)
Isso fora algumas generalizações: mucos-elmos (era tanto laquê na cabeça das cacuras ali que o Greenpeace já estava armando um protesto em favor da camada de ozônio lá na porta!); estampas “modernas” (de novo nos remetemos à semana de artes de 22!); maquiagens colocadas com a ajuda de um guindaste; e aquelas caras de quem peidou e não gostou do cheiro...
Todas muito finas... é, mas só até acabarem os bombonzinhos de chocolate e as cacuras se digladiarem – literalmente – pelo último bombom! Muito finas, mas só até ficarem colocadas com pró-seco e uísque e ornamentarem cabeça de Machado de Assis – acho que era ele – com uma taça e gentilmente depositar os guardanapos usados nas frestas dos detalhes rococós do palácio!
(Continua...)
Escrito por Roger às 22h38
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